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sexta-feira, 22 de abril de 2011

De lo efímero

Era un mundo más diáfano.
Otro mundo distinto al verdadero,
al que llamamos mundo entre nosotros,
microcosmos perfecto
que se ofreció a mis manos
como dulce regalo a los sentidos.
Y aspiré su fragancia
con la misma vehemencia
de quien sabe el instante
feliz e irrepetible.
Nada era real, salvo ese espacio
y el milagro increible de la vida,
circunscrita a sus límites.

Duró lo que la rosa.
Porque nada que aliente en el prodigio
es inmortal,
y muere.
Mª Consuelo Fernández Suárez (1993)


Do efémero


Era um mundo mais diáfano.
Um outro mundo diferente do verdadeiro,
a que chamamos mundo entre nós,
microcosmo perfeito
que se ofereceu às minhas mãos
como doce presente aos sentidos.
E aspirei a sua fragrância
com a mesma veemência
de quem sabe o instante
feliz e irrepetível.
Nada era real, fora esse espaço
e o milagre incrível da vida,
circunscrita aos seus limites.

Durou o que a rosa.
Porque nada que alente no prodígio
e imortal,
e morre.